Divaldo, o Mensageiro da Paz: onde assistir ao filme?

Ainda não teve a oportunidade de assistir ao filme do Divaldo? Pois vale a pena reservar um tempo para isso.

O médium Divaldo Franco, um dos grandes nomes do Espiritismo no Brasil e no mundo, teve sua vida eternizada nesta obra de 2019.

Sucesso de público e de crítica, escrito e dirigido por Clovis Mello, conta a história de Divaldo desde a infância, quando a mediunidade já começava a se manifestar, até os dias de hoje.

Com salas de cinemas lotadas, o filme se tornou uma bela homenagem a essa personalidade que tanto contribui até hoje para a divulgação do amor e da fé cristã.

Quer saber mais sobre o filme, além de onde assistir?

Então, continue a leitura!

Como se chama o filme do Divaldo Franco?

A primeira curiosidade a respeito do filme sobre Divaldo vem em seu nome.

Com roteiro de Clovis Mello, o título não é considerado biografia ou documentário.

De acordo com o roteirista, o longa-metragem tem como objetivo ser um propagador da caridade, do respeito e do amor em meio às pessoas.

A obra tenta, de acordo com Mello, despertar o sentimento comum entre as religiões, conduzindo todos a uma sensação elevada.

Daí o nome do filme: Divaldo, o Mensageiro da Paz.

Quem é Divaldo, o mensageiro da paz?

Divaldo Pereira Franco é professor, escritor, médium e divulgador da Doutrina Espírita, além de filantropo.

Um dos maiores nomes do espiritismo encarnado, nasceu em Feira de Santana, na Bahia, em 5 de maio de 1927.

Passou a infância na mesma cidade em que nasceu e formou-se como professor primário em 1943.

Atuou como escriturário no antigo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), em Salvador, onde se aposentou em 1980.

Divaldo Franco relata a mediunidade desde a infância, como é narrado no filme.

Quando ainda jovem em Feira de Santana, na Bahia, sofreu com a perda de um dos irmãos mais velhos e se viu paralisado da cintura para baixo, ou seja, sem movimentos nas pernas.

Considerado enfermo, foi levado a vários médicos especialistas, sem um diagnóstico patológico.

Foi nessa fase da vida que uma prima levou até sua casa à médium Ana Ribeiro Borges, que auxiliou Divaldo a se livrar do Espírito ligado a ele – no caso, o irmão desencarnado, que causou-lhe o estado de paralisia.

Essa cura é um marco na história do jovem, levando consolo para o enfermo e também para toda a sua família que, até então, não aceitava a sua mediunidade.

A partir desse momento, Divaldo começa a se dedicar ao estudo do Espiritismo.

Com o passar dos anos, foi aperfeiçoando a sua mediunidade, sendo assíduo no aprendizado e exercício da Doutrina Espírita.

No ano de 1945, ele se mudou para a capital, Salvador, e depois de passar por um par de empregos e algumas complicações, começou a trabalhar no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), onde passou a exercer o cargo de escriturário.

Nessa época, já praticante da Doutrina Espírita, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção (CECR), em 7 de setembro de 1947.

Em 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, fundou a instituição de caridade Mansão do Caminho.

A instituição atende todos os dias aproximadamente 5 mil pessoas.

No início a Mansão funcionava como Casas-lares, recebendo a crianças órfãs ou socialmente órfãs, Divaldo tornou-se conhecido por registrar em seu nome várias dessas crianças como seus filhos.

O médium também é reconhecido como missionário e conferencista do Espiritismo no Brasil e no exterior, recebendo o nome de “Paulo de Tarso do Espiritismo”.

Livros

Divaldo já vendeu aproximadamente 10 milhões de exemplares de livros, sendo mais de 250 deles psicografados.

Os direitos autorais foram doados em cartório para a Mansão do Caminho, assim como para outras instituições de caridade.

No ano de 1964, sua guia espiritual, Joanna de Ângelis, agrupou diversas das mensagens de sua autoria e as condensou em um livro, que recebeu o sugestivo nome de Messe de Amor.

Foi a primeira obra publicada de Divaldo, precedido de Filigranas de Luz, ditado pelo Espírito Rabindranath Tagore.

Em 31 anos de atividade como médium, Divaldo Franco soma centenas de publicações, sendo que várias ocupam lugar de destaque na literatura.

Dessas obras, houve 80 versões traduzidas para 15 idiomas, entre eles, braille, francês, italiano, espanhol e alemão.

Os livros envolvem uma enorme diversidade de estudos literários em prosas, abrangendo temas doutrinários, psiquiátricos, psicológicos, filosóficos, romances e outros.

Além de Joanna de Ângelis, apresentam-se 211 autores espirituais, entre eles, Bezerra de Menezes e Victor Hugo.

Sobre o filme Divaldo, o mensageiro da Paz

Mais de dez anos se passaram desde a ideia de contar a história do médium até a estreia do longa-metragem no cinema.

Divaldo Franco relatou em entrevistas a jornais que a primeira concepção seria produzir um filme sobre Joanna de Ângelis, sua mentora espiritual.

Com o passar do tempo, as ideias foram amadurecendo, até que se chegou ao diretor e roteirista Clovis Mello, com o qual o médium teve total confiança.

Uma das suas solicitações para a produção cinematográfica foi “tirar os entusiasmos desnecessários” e menções “partidaristas do Espiritismo”.

A alegação de Divaldo para isso repercute até hoje:

“Para mim, é muito mais importante ser um cidadão ateu, do que um cristão sem dignidade.”

(Divaldo Franco)

Sinopse

Reprimido pelo pai e convivendo com a mediunidade desde os quatro anos de idade, Divaldo era rejeitado pelas outras crianças por parecer “esquisito”.

Aos 17 anos, o médium deixa sua cidade natal, Feira de Santana, e vai morar na capital da Bahia, Salvador, com o apoio da mãe.

Seu dom passa a ser usado para ajudar as pessoas, sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis.

Seu trabalho filantrópico começa a ficar conhecido e, ao lado de Nilson de Souza Pereira, funda a instituição de caridade Mansão do Caminho, no ano de 1952.

No decorrer do longa-metragem, é possível acompanhar como Divaldo Franco se torna um dos médiuns mais importantes de todos os tempos e propagador da Doutrina Espírita.

Elenco

Sob a direção de Clovis Mello, Divaldo, o Mensageiro da Paz é uma das obras cinematográficas mais relevantes produzidas no cinema brasileiro que trata do tema Espiritismo.

Para dar vida aos personagens da obra, um time de atores de peso foi escalado.

Veja a seguir alguns deles:

  • Bruno Garcia: Divaldo Franco – 3ª fase
  • Regiane Alves: Joanna de Ângelis
  • Ghilherme Lobo: Divaldo Franco – 2ª fase
  • João Bravo: Divaldo Franco – 1ª fase
  • Osvaldo Mil: Nilson de Souza Pereira – 2ª fase
  • Bruno Suzano: Nilson de Souza Pereira – 1ª fase
  • Álamo Facó: Chico Xavier
  • Ana Cecília: Laura
  • Alice Guêga: Nair
  • Laila Garin: Dona Ana Franco
  • Marcos Veras: Espírito obsessor (Máscara de Ferro)
  • Caco Monteiro: Francisco Franco

Depoimentos

Para os atores do longa-metragem, o trabalho não se tratou de uma escalação, mas de um chamado.

Vamos conferir alguns depoimentos?

“Esse filme veio num momento super difícil da minha vida e ajudou a me resgatar espiritualmente, ele resgatou a minha fé. Nem o vi muito como um trabalho como atriz, e sim como uma missão.”

(Regiane Alves)

“Esse filme foi um encontro de almas. Todas as pessoas que fizeram parte desse projeto foram afetadas por uma atmosfera que parecia emanar do próprio Divaldo e de sua obra enquanto médium e filantropo. Uma sensação de comunhão, no sentido espiritual da palavra, muito forte.”

(Bruno Garcia)

Ensinamentos contidos no filme Divaldo, o Mensageiro da Paz

Ao contar a história de uma infância humilde até o acolhimento de pessoas necessitadas em sua casa, Divaldo Franco, com o salário de um escrivão, mostra que o mais importante é a vontade de fazer o bem.

Na prática dos ensinamentos de Jesus, todos os indivíduos que tenham a vontade de trabalhar pelo seu próximo receberão os recursos necessários para fazer a caridade em prol do benefício do outro.

Além disso, a trama conta com um humor sutil – típico do médium -, retratando a forma como seu dom era visto e julgado pela sociedade.

Mesmo na incompreensão inicial da sua família, e posteriormente do seu chefe e de alguns colegas de trabalho, Divaldo Franco permaneceu firme em seus propósitos, sempre amparado por sua guia espiritual, Joanna de Ângelis.

Assim, os maiores ensinamentos do filme são amor, fé e caridade.

Curiosidades sobre o filme Divaldo, o Mensageiro da Paz

Algumas curiosidades a respeito da obra cinematográfica merecem destaque.

Confira a seguir!

Livro sobre os bastidores

Muita emoção envolveu as gravações do longa-metragem Divaldo, o Mensageiro da Paz.

Isso fez com que a autora, Daniela Migliari, tivesse a oportunidade de escrever um livro, acerca dos bastidores do filme.

Divaldo, o Mensageiro da Paz – Bastidores, da Editora Intelítera, revela curiosidades, entrevistas e todo o clima de comoção que fez parte da produção da obra cinematográfica.

Presenças mediúnicas nas gravações

O ator Marcos Veras relatou que, em uma das cenas gravadas externamente, a equipe pediu para que as pessoas parassem de passar atrás das câmeras.

No entanto, ao verificar o que estava acontecendo, não havia ninguém, o que levou os produtores a concluir que se tratava da presença de Espíritos.

Roteiro

O diretor e roteirista Clovis Mello contou em entrevista que, certa noite, acordou de madrugada com a cabeça cheia de ideias para o longa-metragem.

Escreveu por cerca de duas horas e, ao retornar para o quarto, onde a esposa dormia, ela relatou que havia sonhado que ele escrevia e que tinha uma senhora com a mão no ombro dele.

Onde assistir Divaldo, o Mensageiro da Paz?

Fora dos cinemas desde o final de 2019, você pode assistir ao filme Divaldo, o Mensageiro da Paz pelo Google Play, comprando o longa pelo valor de R$ 39,90.

Também pode assistir no YouTube, adquirindo a obra pelo valor de R$ 39,90.

O filme está disponível também no canal TeleCine. No vídeo abaixo, você confere o trailer da obra.

Divaldo o Mensageiro da Paz – Netflix

Infelizmente, no momento, o filme não está disponível na Netflix, mas por lá você encontra outros títulos espíritas, a destacar:

  • As mães de Chico Xavier
  • E a vida continua…
  • Kardec.

Divaldo e a Mansão do Caminho

Localizada em uma área de 78 mil metros quadrados, a Mansão do Caminho é uma obra construída por Divaldo Franco e Nilson de Souza Pereira que, desde 1952, assiste pessoas em vulnerabilidade social.

O projeto, que começou com aulas debaixo de uma árvore, hoje ajuda mais de 5 mil indivíduos diariamente.

Entre os serviços do local estão creche, educação infantil, parto humanizado, além dos assistidos terem acesso a refeições e remédios.

O local também abriga um centro espírita, o Centro Espírita Caminho da Redenção.

Conclusão

Com tudo o que vimos neste texto, fica claro que o filme Divaldo, o Mensageiro da Paz retrata a vida e a obra de um dos maiores nomes do Espiritismo do Brasil e do mundo.

O longa transmite de forma sutil – e com uma boa pitada de humor – os desafios enfrentados pelo médium e deixa uma mensagem de amor, fé e caridade.

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