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Sensibilidade Espiritual: o que é e quais os sintomas?

A sensibilidade espiritual é manifestada por pessoas que têm os sentidos mais apurados e, por isso, veem, escutam e sentem de maneira diferente dos outros indivíduos.

Estes Espíritos são capazes de vislumbrar parte do mundo espiritual.

Este processo pode ser bastante confuso e até mesmo assustador no início.

No entanto, se bem desenvolvido, pode proporcionar grandes bençãos na vida de quem tem sensibilidade e das pessoas que vivem ao seu redor.

Neste post, vamos explicar melhor do que se trata este dom e como identificá-lo.

Acompanhe até o final!

O que é sensibilidade espiritual?

A sensibilidade espiritual representa as primeiras manifestações da mediunidade em um indivíduo.

Dessa maneira, ele poderá ver o que normalmente não se vê, ouvir ou sentir de modo que desperte sua capacidade intuitiva, bem como, em alguns casos, comunicar-se com seres de outro plano espiritual.

Ou seja, é a capacidade de enxergar além do que o mundo terreno pode nos mostrar.

Essas manifestações, na fase inicial, podem ser bastante amedrontadoras e fazer com que a pessoa questione sua própria sanidade mental.

Contudo, se bem conduzida, a sensibilidade espiritual pode evoluir para o desenvolvimento de habilidades mediúnicas que podem ajudar muitas pessoas.

Infelizmente, há Espíritos que usam tal característica para o mal e, portanto, sofrem as consequências de seus atos, como a perda dessa capacidade sensível.

A sensibilidade espiritual é um dom?

Como saber se você tem sensibilidade espiritual?

Esta pergunta é feita frequentemente pelas pessoas que têm sensibilidade, mas ainda não sabem como lidar com ela.

Saiba que a mediunidade é uma faculdade natural do ser humano, que pode ser desenvolvida por todos.

Só que algumas pessoas têm mais facilidade e possuem uma mediunidade mais ostensiva que outras.

Contudo, não se trata de um dom exclusivo de poucos indivíduos.

Portanto, a sensibilidade espiritual é uma faculdade orgánica, quando corretamente trabalhada, pode evoluir para a manifestação de uma mediunidade mais amadurecida.

Animismo e mediunidade: quais as diferenças?

O autor Alexander Aksakof, no livro Animismo e Espiritismo, expõe seus estudos acerca da diferença entre um fenômeno de animismo e um fenômeno de mediunidade.

Em resumo, na manifestação mediúnica, o indivíduo tem o papel de ponte de comunicação entre um espírito desencarnado com o mundo material.

Já no animismo, os fenômenos são provenientes das habilidades da própria pessoa, tais como o sonambulismo e a telepatia.

Desta forma, o objetivo de Aksakof era demonstrar que a teoria de que toda manifestação de animismo era proveniente do próprio médium, não é suficiente para justificar todos os fenômenos.

É muito comum que as pessoas pensem que o animismo é apenas uma mistificação de uma sensibilidade mal trabalhada.

Contudo, existem alguns aspectos que devem ser considerados.

O primeiro deles afirma que o espírito anímico também tem independência em relação à matéria, como nos casos de desdobramentos espirituais, por exemplo.

Em segundo lugar, é importante compreender que o animismo e a mediunidade apresentam inúmeras semelhanças, uma vez que promovem o contato com outro plano.

Portanto, um fenômeno anímico pode ter algo de mediúnico e toda manifestação mediúnica tem características anímicas.

Sensibilidade espiritual: 6 sintomas

Para saber como identificar pessoas sensíveis no Espiritismo, é necessário prestar atenção em alguns sintomas bastante comuns no início das manifestações.

Listamos a seguir quais são estes sintomas:

  1. Sentir cheiros estranhos
  2. Ver vultos pretos ou sombras
  3. Ouvir vozes que ninguém mais ouve
  4. Sentir desconforto inexplicável em determinados locais
  5. Ter desmaios esporádicos e sem motivo físico
  6. Ter intuições que antecipam acontecimentos reais.

É importante ressaltar que a ocorrência de um ou outro sintoma isolado não necessariamente significa sensibilidade.

Por isso, é imprescindível estudar e compreender muito bem a Doutrina Espírita e os processos individuais para iniciar o desenvolvimento maduro destas habilidades.

Todos somos médiuns? Temos sensibilidade espiritual?

Todos somos seres espirituais passando por uma experiência carnal com o objetivo de progredir moralmente.

Portanto, todos somos médiuns e temos sensibilidade espiritual.

Contudo, as manifestações de fenômenos mediúnicos são proporcionais ao grau de evolução do espírito.

Isso significa que nem sempre o indivíduo terá acesso à sua mediunidade e este bloqueio temporário existe para que haja maturação emocional suficiente.

Dessa forma, quando a sensibilidade surgir, ela será vivenciada e preparada com sabedoria.

Claro que alguns seres ainda optam por seu uso negativo e isso também faz com que tal dom seja limitado no futuro.

Consequência de desenvolvimento da mediunidade

A mediunidade acontece quando seres do mundo espiritual, desencarnados, se conectam com o perispírito da pessoa que posue sensibilidade ou desensevolveu mediumnidade para transmitir suas mensagens.

Isso acontece porque estes espíritos não têm densidade suficiente para se comunicar com facilidade aqui na Terra.

Tal conexão gera benefícios significativos, como o constante apoio espiritual prestado pelos espíritos amigos e mentores.

No entanto, o médium também fica suscetível à interferência de criaturas inferiores que almejam promover o desequilíbrio e o mau uso do dom.

A boa notícia é que tal manifestação depende de inúmeros fatores: afinidade, controle emocional, comprometimento e nível de desenvolvimento da mediunidade.

Por isso, o indivíduo deve orar e vigiar sempre para não cair nas amarras do ego e da vaidade, compreendendo que o intuito deste dom é o de servir no bem.

Cuidados ao desenvolver a mediunidade e a sensibilidade espiritual

Para desenvolver a mediunidade, é necessário tomar cuidado com alguns comportamentos que devem estar bem alinhados na mente de cada espiritista.

O primeiro deles é reconhecer seu papel no mundo, observando-se como ser espiritual e ponte para as mensagens do além terra.

Em seguida, a gratidão deve tomar o lugar da vaidade e do ego.

Muitos médiuns passam a acreditar-se melhores do que os outros e isso atrapalha seu desenvolvimento, abrindo caminho para a ação de espíritos obsessores.

Além disso, a prática do perdão é indispensável para a evolução da maturidade do indivíduo.

Somente desta maneira, o médium torna-se capaz de ajudar e orientar os Espíritos que eventualmente necessitem de amparo.

Além disso, a oração é um hábito que deve ser acompanhado com disciplina.

Afinal, aprimora o campo energético e aproxima os espíritos amigos e protetores, afastando seres que almejam atrapalhar o progresso.

Por fim, cuidar do próprio relacionamento com Deus e pedir Sua orientação também é recomendável.

O que não se deve fazer com a mediunidade

Os seres inferiores não almejam que um Espírito encarnado desenvolva sua mediunidade e fazem uso das fraquezas da carne para tentar impedir o progresso das habilidades.

Dessa forma, é fundamental que o médium esteja ciente de que sua fé e sua moral serão testadas inúmeras vezes e evitar algumas práticas.

Veja a seguir os 5 comportamentos que não se deve fazer com a mediunidade.

  • Atribuir apenas a si próprio o mérito das graças alcançadas
  • Solicitar retorno financeiro em prol da manifestação mediúnica
  • Julgar-se superior aos demais por conta das habilidades
  • Deixar de estudar a Doutrina Espírita
  • Utilizar a sensibilidade para amedrontar ou prejudicar outra pessoa.

A responsabilidade dos médiuns e o desenvolvimento moral

Aqueles que manifestam a mediunidade no plano terreno, o fazem após acordo realizado no planejamento reencarnatório.

Isso significa que trata-se de uma grande responsabilidade capaz de promover considerável desenvolvimento moral quando realizada com seriedade e comprometimento.

Por este motivo, é necessário constante estudo para que a sabedoria seja a base do uso das habilidades adquiridas.

As manifestações dos espíritos

As manifestações dos espíritos são explicadas no Capítulo II da obra O espiritismo na sua mais simples expressão.

Acompanhe o trecho a seguir:

“10. Os Espíritos podem manifestar-se de muitas maneiras diferentes: pela visão, audição, tato, por ruídos, movimentos de corpos, escrita, desenho, música, etc. Manifestam-se por meio de pessoas dotadas de uma aptidão especial para cada gênero de manifestação, conhecidas pelo nome de médiuns. É assim que se distinguem os médiuns videntes, falantes, audientes, sensitivos, de efeitos físicos, desenhistas, tiptologistas, escreventes, etc. Entre os médiuns escreventes há numerosas variedades, conforme a natureza das comunicações que eles são aptos a receber.”

Código moral – o caráter da revelação espírita

Ainda no livro O espiritismo na sua mais simples expressão, no Capítulo III, temos a explicação acerca do caráter da revelação espírita:

“13. Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca das coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las.”

Estudo sobre sensibilidade espiritual

Nos vídeos abaixo, o médium Divaldo Franco explica a relação entre o Nosso Lar e o Mundo Espiritual, bem como dá orientações sobre como melhorar a mediunidade.

Assista:

 

 

Conclusão

Como vimos, a sensibilidade espiritual é concedida àqueles que se comprometeram a atuar no bem e para as pessoas que almejam desenvolver-se para auxiliar o próximo.

Por isso, deve ser conduzida com extrema responsabilidade, comprometimento e disciplina, impedindo a ação mal-intencionada e espíritos inferiores.

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