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Tipos de amor: quais são os 5 tipos de amor na visão espírita?

São inúmeros os tipos de amor, e todos eles têm sua singularidade e importância no processo da ascensão espiritual.

Saber amar com maturidade é uma tarefa complicada e que requer muita disciplina, autoconhecimento, resiliência e empatia.

Por isso, neste post vamos falar quais são os 5 tipos de amor na visão espírita e como lidar com cada um para que possamos desenvolver o amor que Jesus nos ensinou.

Continue a leitura!

Quais são os 5 tipos de amor segundo o Espiritismo?

O Espiritismo fala de maneira abrangente sobre todas as formas de amor.

Afinal, trata-se de um sentimento fundamental para que se alcance a libertação espiritual, desde que seja vivenciado com maturidade.

A seguir, vamos explicar quais são os tipos de amor na visão espírita.

Saiba que as explicações abaixo não se limitam às relações românticas.

1. Amor Fraternal

O amor fraternal trata-se do amor de Deus.

Nele não há imaturidade, possessão ou apegos desnecessários, porque seu principal objetivo é vislumbrar a felicidade e o progresso do outro.

Joanna de Ângelis fala sobre este tema em sua bela obra intitulada Amor, imbatível amor, psicografada por Divaldo Franco.

Acompanhe um trecho do Capítulo 1 que explica o que é o amor:

“O amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida. Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver (…)” 

Tal amor só pode ser concebido sob a luz da fraternidade.

Seu desenvolvimento se dá ao longo do processo de evolução espiritual e pode ser bastante doloroso, passando por fases menos felizes, como veremos nos próximos itens.

2. Amor Idealizado

O amor idealizado é aquele que reside apenas na mente do indivíduo que luta para torná-lo real.

Neste momento, o egoísmo toma conta, e o espírito almeja apenas que suas necessidades emocionais sejam plenamente atendidas pelo outro.

Além disso, espera-se que o destinatário de tal amor tenha ações e sentimentos compatíveis com a idealização estabelecida.

Dessa forma, cobranças desmedidas por atenção e consideração são feitas e muitos conflitos acabam surgindo.

3. Amor Possessivo

Já o amor possessivo se expressa pela insegurança e apego.

Neste caso, o indivíduo inicia um processo de grandes desconfianças e acusações que não têm sentido lógico.

Toda atitude do ser amado se torna um motivo para que sérias inquisições sejam feitas para atestar sua fidelidade ou lealdade.

Até mesmo imposições podem ser feitas como a proibição do uso de determinado tipo de roupa, o impedimento do contato com amigos, familiares ou qualquer pessoa que possa representar uma “ameaça” para a relação.

Caso não haja uma intervenção, o ataque psicológico pode se transformar em agressão física.

4. Amor Juvenil

O amor juvenil também expressa bastante insegurança, no entanto, é mesmo mais complexo do que o citado anteriormente.

Nele é difícil compreender a individualidade do outro e, muitas vezes, o indivíduo se perde tentando mudar o outro e a si mesmo para que se encaixem em união.

Por óbvio, são tentativas frustradas que levam a comportamentos infelizes.

5. Amor Maduro

Por fim, há o amor maduro, que se aproxima do amor fraternal e é pacificador, se entrega e tem o objetivo de promover o crescimento mútuo.

O espírito normalmente passa por todas as fases mais complicadas antes de aprender a amar incondicionalmente e com sabedoria.

Medo de amar

O medo de amar surge de uma crença errônea de que a natureza do amor é o sofrimento.

Portanto, este receio surge por conta da vulnerabilidade sentimental que o espírito coloca em suas relações, confundindo amor com posse, apego ou solução de problemas.

No entanto, segundo o que a bíblia fala sobre o amor, trata-se do oposto do sofrimento, desde que seja compreendido sob a visão de Deus.

Em João 4:18 temos o esclarecimento de que “Não há temor no amor, antes o perfeito amor lança fora o temor”.

Sexo e amor

O sexo e o amor estão longe de ser sinônimos, embora possam ser vividos em comunhão de forma saudável quando há maturidade entre os envolvidos.

Afinal, o amor se relaciona ao ser espiritual e o sexo se relaciona ao ego.

Dessa forma, o sexo sem amor é uma expressão clara da natureza selvagem do ser, não expressa sentimento, carinho e, muitas vezes, o respeito é esquecido em nome de um prazer meramente carnal.

No entanto, quando há amor, o sexo pode ser uma fonte de conhecimento mútuo, carinho, consideração e amparo, resultando em uma união renovadora.

Amor no casamento

O casamento é uma união que visa o progresso mútuo.

São espíritos afins que almejam trilhar juntos o caminho da evolução e formar, deste modo, uma nova família.

Na contemporaneidade, o casamento é visto de uma maneira distorcida pela sociedade por conta das inúmeras histórias de uniões que se romperam com grandes mágoas e traumas.

No entanto, a visão do matrimônio deve ser ressignificada e o amor deve ser o pilar principal do casamento.

Com isso, este tipo de relação promoverá ascensão espiritual aos envolvidos e será ponte para grandes descobertas e aprendizados.

Amor na família

Na visão espírita, a família é formada por espíritos afins que se reencontram para apoiar-se mutuamente e também por almas inimigas que necessitam aprimorar suas relações.

Por isso, o amor genuíno no seio familiar pode ser bastante complicado e muitas pessoas acabam conquistando o amparo fora de casa.

Contudo, é de suma importância compreender a fundamentalidade de cultivar laços pacíficos e amorosos com os familiares, mesmo que eles não sejam recíprocos.

Claro que isso não significa que se deve aceitar desrespeitos ou manter-se perto de alguém potencialmente prejudicial.

No entanto, cultivar bons sentimentos e agir com benevolência quando em contato com este ente é a atitude mais sábia.

Ensinamentos de Jesus sobre o amor

Jesus é o nosso modelo e guia.

Ele soube e sabe amar de forma genuína, sem sucumbir ao orgulho.

Por isso, vamos relembrar os principais ensinamentos de Jesus sobre o amor.

Amar ao próximo

Amar os amigos, familiares e parceiros não é uma tarefa tão complexa.

Contudo, o pensamento de que deve-se amar aqueles que não conhecemos, com quem não concordamos ou temos algum atrito, parece quase impossível.

Jesus nos ensinou, no entanto, que devemos amar ao próximo sem distinção de qualquer tipo, respeitando e acolhendo suas singularidades.

Amar a Deus

Amar a Deus sobre todas as coisas é um dos ensinamentos mais comuns de Jesus.

Deus nos criou e nos proporciona a oportunidade de evolução constante.

Amar a Deus é como viver, deve ser algo natural e eterno.

Amar a si mesmo

A falta do amor próprio leva muitas pessoas a cometerem atitudes infelizes.

Por isso, amar a si mesmo é fundamental até para que seja possível amar ao próximo.

Fazer aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você

Ter responsabilidade e empatia em nossas ações é um dever irrefutável.

Portanto, é fundamental que façamos aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem conosco e vice-versa.

Dessa forma, muitos conflitos são evitados e os relacionamentos evoluem em comunhão.

Amar e honrar pai e mãe

Amar e honrar pai e mãe também é um ensinamento muito importante de Jesus.

Afinal, apenas por contribuir com a oportunidade da reencarnação, os pais já contribuíram em demasia em nossa evolução.

Ou seja, amá-los significa ser gratos pelo que podem fazer e compreensivos com aquilo que ainda não está ao alcance deles.

A vitória do amor

A obra de Joanna de Ângelis, Amor, imbatível amor, deve ser citada novamente para que possamos vislumbrar a vitória do amor.

Quando vivido da maneira que será exposta nos tópicos a seguir, o amor torna-se uma incrível fonte de cura e progresso.

Confira os trechos do 13° capítulo desta obra tão encantadora!

Amor terapia

“Amor terapia (…) é o processo mediante o qual se pode contribuir conscientemente em favor de uma sociedade mais saudável (…) 

Essa terapia decorre do autoamor, quando o ser se enriquece de estima por si mesmo, descobrindo o seu lugar de importância sob o sol da vida”.

Amor perdão

“O ressentimento (…) é o desequilíbrio da emoção, que passa a atitude infeliz, profundamente infantil (…)

O amor, porém, proporciona a transformação das subpersonalidades em super personalidades, o que impede a sintonia com os petardos inferiores que lhes são disparados”.

Amor que liberta

“O amor suaviza a ardência das paixões canalizando-as corretamente para as finalidades a que se propõem, sem as aflições devastadoras de que se revestem. No emaranhado dos conflitos que às vezes o assaltam, mantém-se em equilíbrio norteando o comportamento para as decisões corretas”.

Amor de plenitude

“Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução (…)

O amor de plenitude é, portanto, o momento culminante do ato de amar”.

Conclusão

Como vimos, todos os tipos de amor são importantes para a nossa reforma moral.

Afinal, até alcançarmos o amor fraternal e incondicional de Deus, provavelmente, teremos os impulsos dos amores menos maduros.

Conhecê-los é o primeiro passo para que possamos olhar com maior clareza e sabedoria para esta questão, sem nos render aos impulsos emocionais primitivos que nos prendem nas armadilhas do ego e da possessividade.

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