Doutrina Espírita para iniciantes: conceitos básicos e 5 livros confiáveis para começar

A Doutrina Espírita para iniciantes é um valioso caminho de descoberta.

No entanto, dar os primeiros passos nos ensinamentos Espíritas kardecistas exige se cercar de literatura confiável.

Afinal, assim como em qualquer conteúdo sobre o qual não se tem muito domínio, este pode gerar dúvidas diversas.

Se é o seu caso, não se preocupe, pois estamos aqui para ajudar.

Neste texto, você vai entender melhor as lições de Allan Kardec e se familiarizar com os princípios do Espiritismo.

Ao longo dele, listamos conceitos-chave como mediunidade, passe, reencarnação, entre outros, além de 5 livros para você aprender sobre a Doutrina Espírita.

Continue lendo e confira!

O que é a Doutrina Espírita?

O Espiritismo é uma doutrina proposta pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, que usava o pseudônimo de Allan Kardec, no século XIX.

Kardec compilou e decodificou princípios que até hoje orientam os seus seguidores. Os adeptos ao espiritismo são conhecidos como: Espíritas.

Se você é iniciante na Doutrina Espírita, você precisa saber que Allan Kardec compilou cinco livros, sobre os quais falaremos mais à frente, que sintetizam tudo o que diz a Doutrina Espírita e por isso esses livros são conhecidos como “A Codificação da Doutrina Espírita”.

Na Doutrina Espírita, você encontrará elementos também presentes em outras doutrinas, como a caridade presente no catolicismo, um pouco das reencarnações apresentadas no budismo (mas com algumas diferenças conceituais) e até o evolucionismo de Darwin.

Jesus e o Espiritismo

O Espiritismo entende, por exemplo, que Jesus Cristo foi um enviado de Deus à Terra, e o Espírito mais evoluído que já reencarnou no planeta, e até hoje serve como guia e modelo da humanidade.

Questões relacionadas com a vida após a morte (imortalidade da alma) também são uma característica da doutrina, que acredita que a morte é um rito de passagem, no qual a missão de quem se foi já havia sido encerrada no mundo material — cabe ressaltar que nem sempre a pessoa que morreu (desencarnou) cumpriu sua missão com êxito, mas isso é tema para outro texto.

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Por que o codificador da Doutrina Espírita adotou um pseudônimo?

Você que está iniciando na Doutrina Espírita, talvez, esteja se perguntando por que a pessoa por trás da criação da religião usava um pseudônimo.

Há uma história curiosa a esse respeito:

No começo, o professor Rivail foi um pouco reticente à existência de Espíritos.

Em um encontro com um amigo, que narrou a ocorrência de diversos eventos extraordinários, supostamente, vindos de Espíritos, ele não levou muita fé no início, embora tenha ficado curioso.

Rivail considerava o Espiritismo uma fraude

Essa curiosidade fez com que Rivail começasse a frequentar encontros em que se estabeleciam contatos com outros planos — por ser muito inteligente, no início, seu intuito era desmascarar aquilo que ele pensava que era uma fraude.

Nos seus diversos momentos de pesquisa, o professor Rivail, consegue encontrar elementos que comprovariam a fraude daqueles fenômenos, pois algumas pessoas más, criaram truques para iludir o público ingênuo. Mas em diversos outros, ele constatou impressionado que os fenômenos eram de fato, reais.

Ele decidiu levar mais a fundo seus estudos e começou a se comunicar com aqueles Espíritos através dos médiuns que davam condições para que eles se comunicassem verdadeiramente.

Comprovar a veracidade

As comunicações com os Espíritos dentro de um ambiente sério de estudos, trouxe à tona fatos e dados mais do que suficientes, para comprovar a veracidade daquela comunicação entre pessoas encarnadas (vivos na terra) com os Espíritos desencarnados (mortos do corpo físico — mas vivos em Espírito).

Sim, ele comprovou que a comunicação com os Espíritos desencarnados era uma verdade.
E foi em uma dessas reuniões que, por intermédio de um médium, ele ouviu que, em uma vida passada, havia sido um celta chamado Allan Kardec.

Também, que com essa alcunha devia criar uma doutrina que disseminasse os princípios de Cristo e trouxesse acalento à humanidade (vide: “o Consolador prometido”).

Rivail então, adota o pseudônimo de Allan Kardec e começa a estudar e a trabalhar nos preceitos que deram origem ao Espiritismo.

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Como surgiu a Doutrina Espírita?

O professor Rivail, que mais tarde seria conhecido como Allan Kardec, era um homem muito inteligente, e depois que comprovou a veracidade dos fenômenos de comunicação dos Espíritos e após aceitar o convite dos Espíritos para disseminar esses conhecimentos como uma doutrina de consolo e libertação, elaborou um método inquestionável para garantir que a obra dos Espíritos fosse trazida ao mundo com exatidão e a mais pura verdade.

O método usado pelo professor Rivail, ou Allan Kardec foi genial.

Método com critérios científicos

Ele usou um método com critérios científicos e totalmente racional. Uma das frases de Allan Kardec é:

“A fé inabalável é aquela capaz de enfrentar sem temor a razão.”

— justamente para elucidar para as pessoas que muitas religiões e seitas pregam a fé sem raciocínio, ou a fé cega — enquanto o espiritismo prega a fé raciocinada.

Como os eventos de comunicação com os Espíritos aconteciam em diversas partes do mundo e com diversas pessoas, o professor Rival resolveu usar isso como um dos elementos do seu método.

Estratégia de Kardec

Ele fez “A MESMA PERGUNTA” para “MÉDIUNS DIFERENTES” em “DIVERSAS PARTES DO MUNDO” — se a resposta fosse “A MESMA” deveria ele assumir que vem da mesma origem, e portanto, deveria ser verdade.

Foram mais de 1.000 médiuns envolvidos na codificação.

A comunicação com essas pessoas foi feita pessoalmente e através de cartas.

O Livro dos Espíritos

O primeiro livro publicado por Allan Kardec, seguindo esse método, foi “O Livro dos Espíritos”, considerado uma nova e definitiva revolução. Este livro tem 604 páginas, contendo 1019 perguntas e respostas dos Espíritos.

Apesar de codificador, Allan Kardec não é o autor da Doutrina Espírita. Sua autoria é atribuída à Jesus. No próprio livro dos Espíritos, está citado o nome de outros Espíritos que contribuíram para a elaboração deste conteúdo. São eles: “São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito da Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, etc…”

Leia também: Passe Espírita: O Que É, Principais Benefícios e Dúvidas Frequentes

Doutrina Espírita para iniciantes: como iniciar na Doutrina Espírita?

A Doutrina Espírita para principiantes pode parecer complexa, mas na verdade é muito mais simples do que você imagina.

Mas afinal, por onde começar a estudar a Doutrina Espírita?

Separamos alguns pontos básicos nos quais você que está iniciando no espiritismo pode se fundamentar.
Acompanhe!

O que é ser uma pessoa espírita?

Se você procura entender a Doutrina Espírita para iniciantes, a máxima que guia um espírita é: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”, frase atribuída a Jesus Cristo.

Também tem a ver com a busca da melhoria contínua, de sermos pessoas mais evoluídas a cada dia e superar os nossos dois principais inimigos: o egoísmo, o orgulho, os vícios e as más inclinações.

Nesse sentido, o princípio da caridade é muito importante.

Não se trata de procurar a perfeição, pois ela é inalcançável, mas, sim, como Kardec mesmo define, ir atrás de uma transformação moral, que lute contra as más tendências.

De forma prática, o espírita é aquele que encontra respostas às dúvidas existenciais e ao entendimento da vida, como uma experiência imortal em uma passagem transitória na Terra como encarnado, mas progredindo sempre.

“Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é A Lei.” — União Espírita Belga (Frase no túmulo de Kardec).

O que é livre-arbítrio?

É o direito de fazer escolhas que todo ser humano tem.

É uma liberdade moral que guia nossas escolhas e se baseia na nossa vontade e no nosso entendimento sobre o que é certo e errado.

A visão de Deus na Doutrina Espírita é uma demonstração de livre-arbítrio.

Ao pesquisar um pouco sobre a Doutrina Espírita para iniciantes, é possível entender que diferentemente de outras religiões, o espiritismo enxerga a divindade como uma inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

E, desse modo, também definiu o livre-arbítrio como um dogma, que nos dá o direito de escolhas.

No entanto, há consequências nos nossos processos decisórios, sejam eles bons ou ruins.

Como são as reuniões em um centro espírita?

Eis uma dúvida que surge sempre ao procurar entender a Doutrina Espírita para iniciantes. O centro espírita é um espaço de estudo, oração, compartilhamento e divulgação dos conceitos do espiritismo.

Como o próprio Kardec define, é nesses grupos que o sentimento de fraternidade vai prevalecer e que os princípios da caridade cristã serão praticados.

Nesse sentido, nas reuniões dos centros espíritas é prestado apoio aos mais necessitados, atendendo às suas necessidades de conforto da alma, por meio de palestras públicas, estudos doutrinários e, em alguns casos, apoio material de diferentes maneiras.

Além disso, há esclarecimentos sobre a doutrina, assim como orientação e assistência espírita ou atendimento fraterno.

Entre as ações desenvolvidas, estão o passe e a magnetização da água, Evangelho no lar, irradiação e reuniões mediúnicas.

Como funciona o passe?

Na Doutrina Espírita para iniciantes, é comum se deparar com essa dúvida. O passe espírita é uma transmissão de fluidos magnéticos.

É uma transmissão conjunta de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – que provém dos benfeitores espirituais.

É como se houvesse uma transfusão de sangue e a pessoa encontrasse todos os nutrientes necessários para se restabelecer.

Só que, no passe, ao contrário da doação sanguínea, não há um limite de transmissão, uma vez que forças espirituais são inesgotáveis.

Para saber mais sobre o passe espírita, convidamos você a conhecer este conteúdo: Passe Espírita: O Que É, Principais Benefícios e Dúvidas Frequentes.

Como é a evangelização espírita infantil para jovens, crianças e bebês?

A evangelização espírita é um assunto comum na Doutrina Espírita para iniciantes, e é um pouco diferente de outras religiões cristãs, pois ela não se vale apenas dos ensinamentos de Cristo, mas também da prática.

Ela precisa ser vivida em sua plenitude para que seja compreendida de fato.

Por isso, são desenvolvidas atividades para que a evangelização seja, metodicamente, sistematizada e praticada pelos jovens.

O que é mediunidade?

Kardec afirma que todos somos médiums em maior o menos grau (Livro dos Médiums), se você está interessado em Doutrina Espírita para iniciantes, certamente já ouviu ou irá ouvir falar sobre isso.

É a capacidade que uma pessoa tem de sentir qualquer influência dos Espíritos.

Existem diferentes graus de mediumnidad, com a qual o médium estabelece algum tipo de contato com os Espíritos desencarnados.

Entre as ocorrências possíveis, está a manifestação espiritual via um corpo físico que não lhe pertence, quando o Espírito envia mensagens por meio do médium.

Leia mais sobre a mediunidade neste texto especial sobre o tema.

Doutrina Espírita para iniciantes: como estudar o Espiritismo sozinho(a)?

Mesmo com essas primeiras informações e conceitos que fazem parte da Doutrina Espírita para iniciantes, é natural que você ainda não se sinta preparado para seguir os ensinamentos kardecistas.

Para se aprofundar, recomendamos que busque uma literatura de apoio confiável e, por isso, listamos algumas obras no tópico a seguir.

Entenda que essa não é a única forma de estudar o espiritismo sozinho, mas que pode ser bastante proveitosa com a sua dedicação.

Leia também: Evangelho no Lar: Como fazer Evangelho no Lar (passo a passo)

5 Livros espíritas para iniciantes

Como não poderia deixar de ser, a nossa lista de livros espíritas para quem procura compreender sobre a Doutrina Espírita para iniciantes conta com as cinco obras de Allan Kardec que servem de base para o Espiritismo.

Vamos a ela:

  1. O Livro dos Espíritos (1857)
  2. O Livro dos Médiuns (1859)
  3. O Evangelho Segundo o Espiritismo (1863)
  4. O Céu e o Inferno (1865)
  5. A Gênese (1869).

Qual é o primeiro livro espírita que se deve ler?

O primeiro livro que recomendamos para quem deseja saber um pouco mais sobre a Doutrina Espírita para iniciantes definitivamente é O Livro dos Espíritos (1857).

Recomendamos também outras duas obras que funcionam como uma espécie de resumo dos ensinamentos kardecistas:

São elas:

Ambos também foram escritos por Allan Kardec e sintetizam, respectivamente, conteúdos trazidos em O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns.

Tê-los em sua cabeceira representa um o início de uma trajetória sólida no espiritismo e certamente fez e faz parte dos primeiros passos da Doutrina Espírita para iniciantes.

Quais são os princípios básicos da Doutrina Espírita? No que os espíritas acreditam?

Para finalizar este conteúdo, vamos trazer alguns princípios básicos da Doutrina Espírita para iniciantes, que representam o que os seguidores desta doutrina acreditam.

Reencarnação

Na Doutrina Espírita para iniciantes já aprendemos que a reencarnação é vista como um aprimoramento intelectual e moral – todas as experiências que vivemos em diferentes vidas servem como aprendizado.

O sofrimento, por exemplo, representa barreiras que todos passamos para que sejamos provados de nossas capacidades e possamos evoluir, se não neste plano, em outro. A origem do sofrimento pode ser dar em encarnações anteriores.

A reencarnação também é uma crença na existência de Espíritos.

Toda a codificação da Doutrina Espírita é baseada na comunicação com espiritualidades superiores.

 

Comunicabilidade dos Espíritos

Entendesse como a influência que tem os Espíritos para com o mundo físico, as repercussões morales de toda esta interacção.

A mediunidade deve ser exercida segundo o ensinamento: “Dai de graça o que de graça recebestes” e é uma maneira de se melhorar moral e espiritualmente pelo auxílio ao próximo.

Caridade

Rege a Doutrina Espírita e está presente de forma clara no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, que diz que, “fora da caridade, não há salvação”.

Isto é, o amor e o respeito ao próximo, seja por meio de uma palavra acolhedora, seja por meio de ajuda material, é uma maneira de evoluir enquanto ser humano.

Perdão

O rancor, a raiva e a mágoa são sentimentos ruins e primitivos que não devem ser encorajados. Sentimentos ruins desencadeiam processos obsessivos que são danosos para o Espírito e atrasam sua evolução.

É necessário dar espaço a outras emoções mais positivas.

Perdoar, é o primeiro passo para se libertar e seguir adiante.

Amor

O amor é a energia mais forte para a parte interna dos Espíritos.

Devemos amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos.

Conhecimento

Assim como a caridade, o perdão e o amor, a evolução também se dá pela busca de conhecimento.

A moralidade e a intelectualidade precisam ser estimuladas em um exercício de estudo diário.

Leia também: Evangelização Espírita Infantil: Como fazer? Aulas e atividades

Conclusão

Quando se está começando na Doutrina Espírita, o entendimento pode parecer mais complexo do que realmente é.

Mas com uma literatura confiável e um suporte correto, a compreensão sobre a Doutrina Espírita para iniciantes fica muito mais fácil.

Foi justamente nesses elementos que nos baseamos para escrever este artigo introdutório ao espiritismo.

Procuramos utilizar referências bibliográficas oficiais, como as próprias obras escritas por Allan Kardec.

Por isso, sempre que estiver em busca de material seguro e bem fundamentado sobre a Doutrina Espírita, acesse o Conteúdo Espírita.

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